Internet: Liberdade ou Perigo?
Há cerca de duas décadas, para se conhecer o “mundo”, era preciso viajar; enfrentar horas dentro de um avião e – ainda pior – investir uma considerável soma em tal empreitada. Quem não pudesse, ou não quisesse, arcar com tamanhos custos, tinha de se contentar com revistas, fotos e vídeos. Com o advento da internet, esse cenário mudou: já se pode “viajar” sem sair de casa, passar o tempo que se quiser descobrindo cada lugar. Uma liberdade que parecia impossível.
Atualmente a palavra computador virou quase sinônimo de internet. É como se essa máquina, que foi a grande descoberta de outro tempo, perdesse todos os seus “poderes” se não estiver ligada à rede. Todos os dias, milhares de pessoas trocam mensagens eletrônicas, acessam suas contas bancárias, compram e vendem objetos e serviços – até mesmo pedem pizza – virtualmente. Com apenas alguns “cliques” é possível aprender algo sobre a história da China, comprar um livro, conhecer alguém com interesses semelhantes, trocar informações com pesquisadores de qualquer lugar do mundo, ver a previsão do tempo, enfim, as possibilidades são praticamente inesgotáveis. Mas toda moeda possui dois lados.
É também através da internet que ficamos expostos a uma série de perigos. Dentre os mais conhecidos estão os vírus e os hackers. Assim que conectamos nosso computador à web, estamos ameaçados por eles. Por mais que tentemos nos prevenir, instalando e atualizando antivírus e firewalls, há sempre algo novo. É preciso desconfiar de e-mails com arquivos em anexo e links, mesmo quando o nome do remetente é conhecido. Convém ainda, ficar atento ao utilizar sites para compras: alguns não são seguros e outros apresentam empresas que nem sequer existem – um golpe que atrai vítimas com ofertas “imperdíveis”.
Um outro perigo esconde-se em sites de relacionamentos, como Orkut e Hi5, e salas de bate-papo. É impossível ter certeza de quem é a pessoa com quem se está “conversando” ou quem realmente tem acesso aos nossos dados. Esse risco pode aumentar quando quem acessa a internet é um adolescente ou uma criança. Como a rede é de acesso público, não há como evitar que pedófilos ou traficantes, por exemplo, utilizem-na para alcançar seus objetivos.
Contudo, não cabe classificar a internet como boa ou má, visto que é apenas uma ferramenta. Efetivamente ela proporciona a diminuição de muitas distâncias e barreiras: as informações circulam com maior rapidez e, mesmo o contato humano é facilitado. O que convém ressaltar é que precisamos ter consciência e refletir sobre como e para que a utilizamos e o quanto de informações pessoais vale a pena disponibilizar on-line. O bom uso de qualquer recurso, seja tecnológico ou não, é um processo de aprendizado, o qual nos confere a liberdade para decidir o que, de fato, é uma vantagem ou um provável risco.